
O Campus Caraúbas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) recebeu, nos dias 03 e 04 de setembro, a Feira de Exposição Regional Acadêmica (FERA), projeto de extensão vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) da UFERSA – Campus Caraúbas. A iniciativa reuniu estudantes, professores e comunidades escolares de diferentes municípios do Rio Grande do Norte em uma programação dedicada à ciência, à pesquisa, à criatividade, ao protagonismo estudantil e à integração entre a Universidade e a Educação Básica.
Em 2026, a FERA ampliou a participação de estudantes e escolas da região. Ao todo, foram apresentados 95 projetos científicos, desenvolvidos por 256 alunos expositores, com a participação de 133 professores. Os trabalhos foram distribuídos entre o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio, envolvendo diferentes áreas do conhecimento.
Na qu
inta-feira (03/09), foram apresentados 40 projetos, com a participação de 114 alunos expositores e 47 professores, representando 16 escolas de 10 municípios. Os trabalhos foram distribuídos entre as áreas de Ciências Humanas, Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências da Saúde, desenvolvidos por alunos do Ensino Fundamental II. Na sexta-feira (04/09), a feira contou com 55 projetos, 142 alunos expositores e 86 professores, envolvendo 26 escolas de 17 municípios. Nessa modalidade, também foram contempladas as áreas de Ciências Humanas, Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências da Saúde, desenvolvidos por alunos do Ensino Médio.
A participação regional evidencia o alcance da FERA como espaço de incentivo à iniciação científica e de aproximação entre a educação básica e a universidade. Entre os municípios representados nesta edição estão Caraúbas, Mossoró, Apodi, Campo Grande, Patu, Upanema, Rodolfo Fernandes, Rafael Godeiro, Umarizal, Triunfo Potiguar, Severiano Melo, Almino Afonso, Porto do Mangue, Grossos, Areia Branca, Riacho da Cruz e Tibau.
A programação também foi marcada pelo reconhecimento aos projetos que se destacaram durante as apresentações.
No Ensino Fundamental II, o primeiro lugar foi conquistado pelo projeto “Potencial econômico da cadeia produtiva do caju: estratégias sustentáveis para o desenvolvimento local em Rodolfo Fernandes/RN”, da Escola Municipal Maria de Lourdes Cavalcante, de Rodolfo Fernandes, ganhando uma credencial para MCTIA, no estado do Pará. O segundo lugar ficou com o projeto “Influenciadores digitais e juventude: uma análise das consequências sociais, emocionais e comportamentais relacionadas às casas de apostas”, da Escola Municipal 1º Grau Professor Raimundo Nonato de Lima, de Rafael Godeiro, que ganhou uma credencial para a FECEAP, no Amapá. Já o terceiro lugar foi para o projeto “Biodiesel e Linha Verde: uma proposta para reuso de óleo de cozinha em Caraúbas-RN”, desenvolvido por estudantes da EITI Professor Lourenço Gurgel de Oliveira, de Caraúbas, que ganhou uma credencial para a Mostratec, no estado do Rio Grande do Sul.
Entre os projetos do Ensino Médio, o primeiro lugar foi conquistado pelo projeto “Na trilha das mudanças climáticas: um estudo e análise de índices de temperatura em comunidades do município de Mossoró, Rio Grande do Norte, Parte II”, da Escola Estadual Monsenhor Raimundo Gurgel, de Mossoró, que ganhou uma credencial para a MCTIA, no Pará.
O segundo lugar foi conquistado pelo projeto “Granja Max: aproveitamento da película fina da castanha na produção de ração alternativa para galinhas caipiras: uma proposta sustentável de reaproveitamento agroindustrial”, do Centro Estadual de Educação Profissional Professor Francisco de Assis Pedrosa, também de Mossoró, que ganhou uma credencial para a FECEAP, no estado do Pará.
O terceiro lugar com o projeto “EcoJuá: a utilização do pó da casca do juazeiro (Ziziphus joazeiro Martius) para a higienização bucal”, da Escola Estadual em Tempo Integral Professora Maria Zenilda Gama Tôrres, de Apodi, que ganhou uma credencial para a FECEAP, no Pará.
Vale ressaltar o projeto “Influenciadores digitais e juventude: uma análise das consequências sociais, emocionais e comportamentais relacionadas às casas de apostas”, da Escola Municipal 1º Grau Professor Raimundo Nonato de Lima, de Rafael Godeiro, que recebeu o destaque de primeiro lugar na área de Ciências Humanas, e ganhou uma credencial para a MILSET, em Fortaleza/CE. E o projeto “Na trilha das mudanças climáticas: um estudo e análise de índices de temperatura em comunidades do município de Mossoró Rio Grande do Norte, parte II”, da Escola Estadual Monsenhor Raimundo Gurgel, de Mossoró, que recebeu o destaque de primeiro lugar na área de Ciências Exatas, e também ganhou uma credencial para a MILSET, em Fortaleza/CE.
A diversidade dos projetos apresentados demonstra a capacidade dos estudantes de transformar questões observadas em suas próprias comunidades em propostas de investigação científica. Os trabalhos abordaram temas relacionados à sustentabilidade, meio ambiente, saúde, tecnologia, questões sociais e aproveitamento de recursos, evidenciando o potencial da pesquisa desenvolvida no espaço escolar.
Além da apresentação dos projetos, a FERA proporcionou aos estudantes a oportunidade de vivenciar o ambiente universitário e conhecer diferentes espaços do Campus Caraúbas. Durante a programação, os visitantes puderam conhecer laboratórios e participar de atividades conduzidas por servidores e colaboradores da Universidade, ampliando o contato com a ciência, a tecnologia e as possibilidades de formação oferecidas pela UFERSA.
O acolhimento aos participantes também integrou a programação. Durante o evento, foram oferecidos café da manhã e almoço no Restaurante Universitário (RU), contribuindo para receber as delegações escolares e proporcionar um momento de convivência e integração entre estudantes, professores e a comunidade universitária.
Outro aspecto importante da edição de 2026 foi o diálogo estabelecido com os professores da Educação Básica. Ao longo dos dois dias, os coordenadores da FERA, professores Rubens e Anderson, mantiveram momentos de escuta e troca de experiências com docentes das escolas participantes, buscando compreender suas demandas, conhecer as experiências desenvolvidas nas instituições de ensino e discutir possibilidades de aproximação e colaboração com a UFERSA. A iniciativa reforça um dos propósitos da FERA: construir uma relação contínua entre Universidade e escola, que ultrapasse os dias de realização da Feira e possibilite o desenvolvimento de novas ações de ensino, pesquisa e extensão.
Para os coordenadores, assumir a condução da FERA 2026 representou uma grande responsabilidade e envolveu desafios de planejamento, articulação e organização. O resultado alcançado, entretanto, evidenciou a força do trabalho coletivo e, principalmente, o potencial dos estudantes da Educação Básica quando encontram espaços para investigar, criar, apresentar suas ideias e serem reconhecidos como protagonistas na produção e socialização do conhecimento.
Ao promover o encontro entre estudantes da educação básica, professores, avaliadores e a comunidade universitária, a FERA fortalece a aproximação entre a UFERSA e as escolas da região, criando oportunidades para que os jovens conheçam o ambiente universitário e percebam a ciência como uma ferramenta para compreender e transformar a realidade.
Com a edição de 2026, a FERA amplia sua presença regional e reafirma seu propósito de estimular a curiosidade científica, valorizar a produção acadêmica desenvolvida nas escolas e fortalecer a integração entre universidade, educação básica e comunidade.